Petria Chaves

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22 dez 2025
Lifestyle, Literatura

Jornalista Petria Chaves investiga como podemos levar uma vida mais plena a partir do desenvolvimento da intuição

Em seu segundo livro, Como sei o que sei, a autora reúne saberes ancestrais, ciência e vivências pessoais para refletir sobre a força prática e poética da intuição.

Ao longo das próximas páginas, você vai descobrir que a intuição não é o que fazemos, mas como fazemos. Petria Chaves, no prefácio de Como sei o que sei (p. 9)

A ideia de faro jornalístico ajuda a explicar como repórteres do mundo inteiro chegam a notícias exclusivas, transformando ou ao menos balançando as estruturas de uma sociedade. Este faro opera a partir de técnicas avançadas de investigação, aguçadas por um elemento fundamental: a intuição.
Seguindo seu próprio faro, a jornalista Petria Chaves elegeu este conceito como fio condutor de seu segundo livro, Como sei o que sei – O desenvolvimento da intuição como trilha para nossa inteligência ancestral (IA), que acaba de ser lançado pelo selo Academia da Editora Planeta.

Meu trabalho como jornalista noticia estatísticas; meu trabalho humanista não me deixa dorme tranquila noticiando esse tipo de fato sem buscar respostas para o alívio dessa dor. Eu vejo e sinto o que está acontecendo com o meu mundo. Foi por isso que resolvi pesquisar sobre a intuição como ferramenta estratégica para acionarmos algo de mais humano, sensível, poético, misterioso e, no entanto, prático para o uso em nossa vida. A intuição é o nome que damos à habilidade incomum de enxergar o que ainda não é visto” (p. 26), afirma a autora.

Em um mundo que opera em alta voltagem, inundado de informações nas redes sociais – muitas delas falsas –, e cada vez mais dependente de inteligências artificiais generativas, a autora aponta a intuição como um caminho possível de retomada da consciência plena, bem como do equilíbrio mental, emocional e físico. De forma didática e acessível, recorre a causos de sua vida pessoal, uma vasta bibliografia de referência, que inclui o psicanalista Carl Jung, o filósofo Henri Bergson, o educador Rudolf Steiner e as escritoras Virginia Woolf e Clarissa Pinkola Estés, além de conversas com médicos, neurocientistas, psicanalistas, religiosos, experts em meditação, estudiosas do sagrado feminino e mestres de saberes ancestrais.

Movida pela pergunta de “como sabemos” aquilo que ainda não foi claramente enunciado, Chaves se lança em busca de experiências e perspectivas diversas para formar uma verdadeira cartografia intuitiva: para a especialista em astrologia taoísta e bruxa anciã Maria Helena, a intuição é o diálogo interno que possibilita uma conexão perfeita entre a alma, o ego e o intelecto; a psicanalista e professora Denise Gimenez Ramos, uma das maiores pesquisadoras em Carl Jung no Brasil, afirma que ela é parte da jornada em direção a si mesmo; o pastor batista e teólogo Ed René Kivitz compara a
intuição ao conceito cristão do discernimento; o ambientalista e conferencista indígena Kaká Werá explica que, na cosmovisão tupi-guarani, a intuição é uma das quatro expressões da alma; já o especialista em respiração Márcio Faraco relembra que sem um corpo presente e uma mente plena, essa habilidade não se desenvolve.

A autora adverte que precisamos tomar cuidado para não confundir intuição com emoções, patologias psíquicas, ou utilizá-la como um viés de confirmação para preconceitos e falsas hipóteses. Apesar desse risco, Chaves atesta por meio de sua apuração e vivência própria: é possível treinar a intuição, preparando mente a corpo para escutá-la quando mais precisamos. Não é sobre abandonar a ciência ou o pensamento objetivo, mas sobre promover equilíbrios: “Intelecto e coração. Objetividade com intuição. Entender que precisamos nos integrar, ciência e arte, ciência e filosofia, potências e inteligências femininas somadas às potências e inteligências masculinas: todas dentro de nós, uma vida inteira para afinar essa harmonia” (p. 119).

SOBRE O SELO
O selo Academia concentra os livros sobre espiritualidade, educação, autoajuda e desenvolvimento pessoal. Com essas linhas editoriais, oferece ao leitor brasileiro títulos que o ajudam a enfrentar os desafios da vida moderna e desenvolver suas habilidades emocionais. Dentre os principais autores, estão Augusto Cury, Monja Coen, José Carlos De Lucca, Chico Xavier, Osho, Krishnamurti, Tiago Brunet, Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, Jamil Albuquerque, Jacob Petry e William H. McRaven.

TAGS:intuiçãolivro
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Olá, sou Petria Chaves

Jornalista, apresentadora da Rádio CBN. Palestrante e mediadora de debates e talkshows.

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